13 de outubro de 2009

O Plano Real e outras Experiências Internacionais de Estabilização

O Plano Real e outras Experiências Internacionais de Estabilização

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Informe Estatástico da Economia Brasileira - 2009

Informe Estatástico da Economia Brasileira - 2009

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Congo expulsa 30 mil angolanos em retaliação.

 

É bom conferir esses movimentos que a grande mídia pouco fala.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091013_congoangolafn.shtml

Painel internacional

Goldman Sachs perde recomendação de ‘compra’

O Goldman Sachs Group, maior instituição de títulos dos EUA antes de se tornar um banco no ano passado, foi reduzido para “neutro” pela analista de investimentos Meredith Whitney, que derrubou a única recomendação de “comprar” (que o Goldman ainda possuía). Whitney, que em 2007 previu corretamente que o Citigroup iria cortar seus dividendos, não atualizou sua estimativa de preços sobre as ações no resumo de nota distribuída hoje aos investidores. A analista de Nova York elevou a recomendação do Goldman Sachs para “comprar” em 13 de julho, quando as ações subiram 34%, comparado com um aumento de 29% no Índice Standard & Poor’s 500 de Bancos de Investimento & Corretoras. A fundadora da Meredith Whitney Advisory Group disse em 10 de setembro que o Goldman Sachs “ainda tem um monte de gasolina no seu tanque”.
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E mais

A restrição do crédito nos EUA

O Brasil no centro das atenções mundiais

A luta do México para manter a credibilidade

Rússia e China fecham acordos energéticos

A restrição do crédito nos EUA

New York Times

Muitas pequenas e médias empresas norte-americanas ainda estão lutando para garantir empréstimos bancários, dificultando seus planos de expansão e limitando o crescimento econômico global, mesmo com o país tendoprovisoriamente emergido das profundezas da recessão. A maioria dos bancos espera que os padrões de concessão de empréstimos permaneçam mais rígidos do que os níveis da última década, pelo menos até meados de 2010, de acordo com um levantamento de oficiais de crédito sênior pelo Comitê do Federal Reserve (banco central dos EUA). O duradouro aperto de crédito parece refletir uma aversão ao risco entre os financiadores,confrontados com uma grande incerteza sobre a economia mais do que os eventuais efeitos nefastos do pânico que tomou conta dos mercados financeiros no último outono, após o colapso do gigante de investimentos Lehman Brothers.

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O Brasil no centro das atenções mundiais

Forbes.com

De repente, todo mundo está falando do Brasil. Isso faz sentido, considerando que o colosso da América do Sulbateu o presidente Obama e sua cidade natal Chicago na disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O paístambém se beneficiou por ser a “parte B” do grupo BRIC de países emergentes, além de Rússia, Índia e China. De 2003 a 2007, o Brasil teve superávit comercial recorde, e seu produto interno bruto, de US$ 1,99 trilhão, é o 10º maior do mundo. Têm grandes e bem desenvolvidos setores agrícola, mineração, indústria e serviços, e sua economia é maior do que todas as outras nações da América do Sul juntas. Há também algumas desvantagens significativas para o Brasil. Apesar de seu PIB potente, a desenfreada desigualdade de renda significa que a sua riqueza per capita é a 102ª do mundo, pouco abaixo da média mundial e menor que a da Sérvia. David Joy, estrategista-chefe de mercado da RiverSource Investments, afirma que as Olimpíadas representam não só a cereja do bolo para o Brasil, mas um selo implícito de aprovação pelo desenvolvimento econômico. Isto significa que o Brasil e seus irmãos BRIC merecem não apenas um lugar à mesa quando questões econômicas globais estão sendo discutidas, mas que são jogadores centrais em tais discussões.

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A luta do México para manter a credibilidade

O México não é um caso fiscal perdido, ainda que a sua sitiada presidência tenha preparado enormes cortes orçamentais para salvar a sua duramente conquistada nota de crédito da dívida soberana (em grau de investimento). Países de todo o mundo estão envolvidos em gastos com déficits, enquanto tentam tirar suas economias para fora da recessão. O México não é exceção. É curioso ver a posição do México na lista de 25 países e os seus déficits orçamentais, de acordo com Jonathan Heath, economista-chefe da América Latina do banco HSBC: Os EUA lideram, por um déficit que iguala 15% do produto interno bruto, e a Grã-Bretanha, mais de 13%. A Rússia passou de superávit de 4,1% em 2008 para um déficit de 8,4% hoje. Mesmo rico em petróleo, aArábia Saudita passou de um excedente de quase 32% do PIB para um déficit esperado de 2,5% este ano,calcula Heath. Essas lacunas fazem o México antecipar um déficit fiscal de 2,3%, a partir de um PIB quase equilibrado de 0,1% no ano passado - visão positivamente modesta. Há um problema, porém: quase 40% da receita do governo vem de impostos e royalties de petróleo – e a produção e exportações de óleo cru estão caindo de forma constante, ao mesmo tempo em que o principal reservatório do país no Golfo do México seca.

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Rússia e China fecham acordos energéticos

BBC NEWS

A China e a Rússia assinaram acordos de comércio de US$ 3,5 bilhões. Cerca de 40 contratos foram assinados por empresários russos e chineses e funcionários do governo, disse o vice-premiê russo Alexander Zhukov. O chefe da empresa de energia russa Gazprom, Alexei Miller, disse que um acordo preliminar também havia sido firmado para o fornecimento de 70 mil metros cúbicos de gás por ano à China. Os acordos foram assinados durante o segundo dia de visita à Pequim do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin. A Rússia está interessada em fortalecer a sua economia, que o presidente Dmitry Medvedev, disse que irá diminuir 7,5% em 2009. O país está disposto a vender mais petróleo e gás para a China – o segundo maior usuário de energia do mundo. Zhukov disse aos jornalistas que os acordos incluem dois empréstimos de US$ 500 milhões dos bancos chinês para as instituições financeiras russas. Um deles era do China Development Bank ao seu colega russo Vnesheconombank, enquanto o outro era do Banco Agrícola da China à estatal russa VTB. Ele disse que outros negócios incluem investimentos de empresas chinesas em construções russas, mas não deu detalhes.

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http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/13/painel-internacional-86/

John Negroponte merece um Nobel da Paz?

 

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, John Negroponte ressurge como personagem de uma tela negra de Goya, empenhado em legitimar a truculência, esconjurando a memória histórica por saber que é dela que se elaboram projetos de soberania na América Latina.

Gilson Caroni Filho

Qual a melhor maneira de superar um golpe? Fazer exatamente o que pretendem os seus autores. É dessa forma, na melhor tradição da realpolitik reaganiana, que John Negroponte, subsecretário de Estado no governo George W.Bush, vislumbra a saída para a crise hondurenha. Eleições presidenciais na data programada, sem restituição do presidente deposto Manuel Zelaya, seguindo à risca os planos do líder dos golpistas, Roberto Micheletti.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, edição de domingo, 11 de outubro, Negroponte ressurge como personagem de uma tela negra de Goya, empenhado em legitimar a truculência, esconjurando a memória histórica por saber que é dela que se elaboram projetos de soberania na América Latina. Ao dizer que ”durante o período em que eu estava lá, a democracia foi restaurada", falseia o passado para mascarar o presente.
O que tenta esconder o atual presidente do Americas Society/Council of the Americas, “cuja meta é defender livre comércio, democracia e mercados abertos no continente?" Qual foi o seu real papel na América Central? O exército hondurenho, segundo reconheciam os próprios norte-americanos nos anos 1980, foi treinado e aparelhado pelos Estados Unidos, a fim de ajudar a conter os movimentos de libertação nacional na região.
O projeto político das eleições que os EUA promoveram em El Salvador, em março de 1982, não resolveu a crítica situação da convulsionada nação centro-americana. Ao contrário, serviu para mostrar que crise alguma pode ser resolvida por solução eleitoreira que ignore estruturas injustas de uma sociedade capitalista periférica, que ainda tinha remanescentes feudais. A partir das eleições, a comunidade internacional observou um aumento das violações dos direitos humanos por parte dos aparatos militares e dos bandos paramilitares controlados pelo estado-maior das forças armadas e um incremento no número de refugiados nos países centro-americanos. Operações de extermínio foram levadas a cabo contra as zonas rurais e comunidades camponesas.
Após uma fraca resistência, o ditador da Guatemala, Rios Montt, foi deposto no dia 8 de agosto de 1983. Em seu lugar, subiu o general Oscar Mejia, responsável direto por massacres de populações indígenas no interior do país. A participação estadunidense no golpe foi cristalina. Mejia era criatura do Pentágono e, dias antes de tomar o poder, participou de uma reunião, em Honduras com o general Paulo Gorman, chefe do comando-sul norte-americano no Panamá. Negroponte foi o anfitrião do encontro. Não por acaso Honduras e El Salvador foram os primeiros países a reconhecer o novo governo gualtemateco.
Para a Nicarágua, os planos de Reagan eram de intervenção militar direta. O bloqueio naval ao regime sandinista funcionava a pleno vapor. Um cargueiro soviético, com 842 toneladas de medicamentos e máquinas destinadas à agricultura e à construção de estradas, foi interditado por navios norte-americanos sob a alegação de que carregava armas e helicópteros militares. De Honduras, como recorda Atílio Boron, Negroponte "monitorou pessoalmente as operações terroristas realizadas contra o governo sandinista e promoveu a criação do esquadrão da morte, mais conhecido como o Batalhão 316, que sequestrou, torturou e assassinou centenas de pessoas, enquanto nos seus relatórios para Washington negava que houvesse violações dos direitos humanos nesse país."
Ao diário paulista, John Negroponte é taxativo: "Obviamente, por conta da situação vizinha, nós aumentamos nossa ajuda, não só militar, mas humanitária. Penso que adotamos as políticas certas, que foi justificado o que fizemos, e eu certamente não me arrependo de nada."
A se dar crédito ao diplomata norte-americano, estudaremos a história como se visita um museu de cera. Embevecidos com a fraude disfarçada de arte, mentiremos sobre o passado para continuar mentindo sobre o presente. Esse tem sido o papel da imprensa ao fabricar o que a direita lhe solicita: a nostalgia da barbárie como tempo de boas colheitas.
É para esse imaginário que boa parte da oposição brasileira daria, se pudesse, um Nobel da Paz. Seria uma primeira página perfeita.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

 

 

12 de outubro de 2009

Uma medida da desigualdade


Gilson Luiz Euzébio

de Brasília


O Brasil apresentou um surpreendente resultado: o índice de Gini caiu 7,6% entre março de 2002 e junho de 2009, ou de 0,534 para 0,493. E continuou caindo, mesmo depois de a crise econômica chegar ao país. Isso quer dizer que a desigualdade de renda no Brasil, oriunda do trabalho, está diminuindo, embora o índice de desigualdade brasileiro não seja digno de um país civilizado, como definiu o presidente do Ipea, Marcio Pochmann. Qualquer número acima de 0,4 indica desigualdade acentuada. O índice ou coeficiente de Gini é uma medida de desigualdade desenvolvida pelo estatístico italiano Corrado Gini, em 1912. A escala varia de 0 a 1: quanto mais próximo de zero, menor o grau de desigualdade da sociedade. A aproximação de um indica uma sociedade com alto grau de desigualdade.
Como a escala mede as desigualdades, um melhor resultado pode ser alcançado com a redução da pobreza ou com a redução do conjunto de mais alta renda. Ou ainda com a combinação das duas situações. Isso foi o que aconteceu no Brasil: muitos pobres superaram a linha da pobreza graças ao crescimento da economia nos últimos anos, que gerou emprego e renda, e também aos programas governamentais de distribuição de renda. Na outra ponta, a crise econômica destruiu empregos principalmente na indústria, onde os salários são mais altos. Não é uma boa saída, porque o ideal é que os mais pobres passem a ter acesso à renda, e não que o ajuste seja feito também com a perda salarial dos mais bem situados na pirâmide social.
O ponto positivo para o Brasil foi a redução da pobreza: de acordo com o Ipea, quatro milhões de pessoas saíram da pobreza desde 2002. Mesmo assim, são ainda 14,5 milhões de pessoas vivendo com renda familiar per capita abaixo de meio salário mínimo por mês.
Outro indicador de bem-estar social é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), utilizado pela Organização das Nações Unidas. Enquanto o índice de Gini avalia a desigualdade de renda, o cálculo do IDH leva em conta grandes temas como riqueza, renda per capita, educação e expectativa de vida. O IDH também varia de 0 a 1, mas quanto mais próximo de um maior é o grau de desenvolvimento econômico e melhor a qualidade de vida da população. No Brasil, o IDH tem melhorado devido aos avanços na educação e, também, aos programas sociais e ao crescimento econômico recente. Embora seja usado pela ONU na classificação dos países, o IDH serve também para medir as desigualdades entre estados e municípios. É um indicador para a definição das políticas públicas.

 

arquivo na íntegraLeia o arquivo na íntegra>>

http://www.ipea.gov.br/default.jsp

IPC-IG launches collection of ninety-nine One Pagers

 

This book aims at stimulating public policy debates on key inclusive development issues. Covering interrelated areas, such as access to basic services, cash transfers, gender equality, employment, and inclusive economic policies, it is a useful tool for policymakers, researchers, the civil society and the UN family. more

Ipea analisa dados sobre educação, gênero e migração


(06/10/2009 - 17:36)

Comunicado da Presidência nº 32 avalia os três temas com base nos números da PNAD 2008

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quarta-feira, dia 7, às 10h, a terceira análise de uma série de cinco estudos sobre a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2008, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise, reunida no Comunicado da Presidência nº 32, traz novas percepções sobre os temas "educação, gênero e migração". Por exemplo, aponta que, mantendo-se a tendência atual, o País levará cerca de cinco anos para atingir a média de escolaridade obrigatória pela Constituição.

No capítulo sobre migração, uma constatação é a de que São Paulo volta a atrair mais migrantes de estados do Nordeste e do próprio Sudeste, depois de um período de perda populacional. O trabalho doméstico é o tópico central no capítulo sobre gênero, o qual compara o aumento na quantidade de prestadores desse tipo de serviço - inclusive do número de diaristas - com o desenvolvimento da renda.

O texto referente à educação revela que apenas uma região do Brasil já ultrapassou a média de escolaridade obrigatória de 8 anos estabelecida na Constituinte de 1988. O estudo traz diversas tabelas e gráficos comparando regiões, faixas etárias e raças. A apresentação do Comunicado da Presidência nº 32 ficou a cargo de Jorge Abrahão, diretor de Estudos e Políticas Sociais (Disoc), e dos técnicos de Planejamento e Pesquisa da Disoc Herton Araújo e Natália Fontoura.

 

Leia a íntegra do Comunicado da Presidência nº 32

Veja os gráficos sobre educação

Veja os gráficos sobre gênero (trabalho doméstico)

Veja os gráficos sobre migração

HONDURAS REPETE A GUATEMALA, 55 ANOS DEPOIS

 

Atualizado em 12 de outubro de 2009 às 13:35 | Publicado em 12 de outubro de 2009 às 13:07

por Luiz Carlos Azenha

Se me fosse dada a opção de escolher o currículo de formação de novos jornalistas, eu optaria por colocá-los para estudar História.

Não dá para ver o golpe em Honduras fora de seu contexto econômico e histórico internacional.

Do ponto-de-vista da economia, a crise nos Estados Unidos teve um tremendo impacto em toda a América Central. Nos Estados Unidos os centro-americanos cumprem o papel de derrubar os salários locais. E ajudam a sustentar as economias de seus países de origem com as remessas de dólares.

Com a crise, as elites locais da América Central, atreladas a interesses estrangeiros, não querem fazer qualquer concessão. O principal produto desses países é a mão-de-obra barata: os homens imigram, as mulheres trabalham nas maquilas, empresas que montam produtos exportáveis para os Estados Unidos.

Fazer concessões aos movimentos sociais implica em ameaçar a vantagem competitiva que esses países podem oferecer aos investidores estrangeiros: o trabalho semi-escravo.

De repente, surge na equação um sujeito chamado Hugo Chávez. Com o dinheiro do petróleo, pode equilibrar esse jogo. Todos esses países são dependentes de importação de energia. Além de acesso a petróleo mais barato, através de Chávez os governos podem obter financiamento externo para projetos de infraestrutura e programas sociais.

Ou seja, é uma perspectiva de autonomia numa região que sempre foi quintal político e econômico dos Estados Unidos, o que vale também para o grande vizinho ao Norte, o México.

Portanto, Manuel Zelaya era um exemplo a ser combatido.  Embora eleito por um partido de centro-direita, ameaçava romper o pacto das elites hondurenhas, assentado sobre a exploração da mão-de-obra local.

Zelaya, como vocês sabem, deu aumento de 65% no salário mínimo.

Quanto à conjuntura internacional, Honduras desempenha um papel importante como uma espécie de porta-aviões em terra para projetar o poder militar dos Estados Unidos na América Central.

Embora Zelaya não tenha falado em acabar com isso, as ideias dele representavam ameaça de médio prazo, especialmente num quadro em que a Venezuela se contrapõe abertamente aos Estados Unidos na América Central e no Caribe.

Engana-se quem acha que a transição do governo Bush para o governo Obama foi completa. Os neocons não deixaram o poder completamente nos Estados Unidos. Alguns deles são assessores de Hillary Clinton no Departamento de Estado. Outros lutam de dentro da burocracia estatal. E há a câmara de eco neocon nos institutos de estudos internacionais, revistas e jornais, que trava uma luta diária para influenciar a política externa. Eles são fortíssimos no Pentágono e na CIA.

Além de pregar a completa hegemonia política, econômica e militar dos Estados Unidos, os neocons agem em defesa de grandes interesses econômicos, os mesmos que sustentam seus institutos e publicações.

A História da América Central é a história da subordinação local a esses interesses.

Foi para combater a "ameaça comunista" que os Estados Unidos derrubaram o governo de Jacob Arbenz na Guatemala, em 1954, num período em que a United Fruit tinha o monopólio da produção de banana e era dona da maioria das terras; a subsidiária dela, International Railways of Central America (IRCA), controlava o transporte; e a Electric Bond and Share (EBS) controlava a produção e distribuição de energia.

"Vista no contexto da Guerra Fria, a intervenção dos Estados Unidos na Guatemala foi a primeira expressão na América Latina de uma política desenvolvida inicialmente na Grécia. No período depois da Segunda Guerra Mundial, o capital dos Estados Unidos estava se expandindo mundialmente em uma escala sem precedentes. Movimentos de trabalhadores nos Estados Unidos e no estrangeiro (especialmente os abertos às ideias comunistas) eram vistos como ameaça a essa expansão e portanto tinham que ser colocados sob controle. No estrangeiro, a intervenção de 1947 na Grécia foi o precedente. Os Estados Unidos jogaram centenas de milhões de dólares na Grécia para esmagar uma revolta revolucionária militarmente. A Doutrina Truman deu a justificativa, ao dizer que os Estados Unidos precisam 'apoiar povos livres que estão resistindo à subjugação por minorias armadas'. A Guatemala foi a primeira aplicação dessa lógica na América Latina (vista também na derrubada do governo nacionalista de Mossadegh no Irã). Nesse contexto, os Estados Unidos fizeram um teste na Guatemala de um modelo para reverter revoluções sociais na América Latina clandestinamente, sem mandar os fuzileiros navais. Muitos aspectos desse modelo foram aplicados na invasão da baía dos Porcos (Cuba) e em operações clandestinas subsequentes, inclusive na guerra dos contra nos anos 80 contra a Nicarágua". (Do livro The Battle for Guatemala, de Susanne Jones).

Hoje, os grandes interesses econômicos que colocam Barack Obama na parede representam o capital multinacional que prega a "flexibilização" do trabalho, o desmanche do estado, a criminalização dos movimentos sociais reinvindicatórios, o estado da segurança nacional, a guerra permanente e o acesso desimpedido às matérias primas.

A grande ameaça a esses interesses é o voto popular. A grande arma deles é a mídia. O golpe em Honduras resultou de uma conjuntura política interna, mas dentro de um contexto econômico e político internacional. É o neogolpe. A repetição da História, agora como farsa, na qual o antichavismo faz o papel do anticomunismo, para despistar os verdadeiros objetivos: garantir a completa subordinação da mão-de-obra. É a parte que nos cabe nesse latifúndio.

 

http://www.viomundo.com.br/opiniao/honduras-repete-a-guatemala-55-anos-depois/

Brasil va a por todas

 

Premiado con los Juegos de 2016 y convertido en potencia económica, el país asume el reto de erradicar la pobreza

FRANCHO BARÓN 11/10/2009

En 1941, el escritor austriaco Stefan Zweig recaló en Río de Janeiro. No era consciente, pero había llegado a Brasil para consumir el poco tiempo que le quedaba de vida. Antes de suicidarse a comienzos de 1942, Zweig culminó un ensayo titulado Brasil, un país de futuro, en el que retrató magistralmente un país de gran potencial que algún día sería un referente económico y tecnológico en el mundo, una potencia emergente que lograría superar el drama de la desigualdad y las favelas.

    Brasil

    Brasil
    A FONDO
    Capital:
    Brasilia.
    Gobierno:
    República Federal.
    Población:
    191,908,598 (2008)
La noticia en otros webs

Todos los éxitos giran en torno a la figura del presidente Lula da Silva

Brasil ha hecho avances sociales sin colisionar con los dictados del mercado

La economía ha mostrado una gran solidez en medio de la debacle general

La actividad despegará en 2010, con un crecimiento estimado del 4,5%

Lula intenta mermar la influencia de EE UU en la economía mundial

Los yacimientos de petróleo financiarán programas sociales y educativos

China se convirtió en abril en el primer socio comercial de Brasil

Sólo la corrupción amenaza con desdibujar un futuro prometedor

Desde entonces, no pocos han tachado la obra de Zweig de poco objetiva, de eurocéntrica y de no tener en cuenta la cruda realidad de un país que aún tenía las heridas abiertas de las ocupaciones coloniales, de la tragedia de la esclavitud y los caciques. Cierto es que después de la publicación de este libro vinieron épocas más o menos prósperas, una dictadura militar de 20 años que mutiló las libertades en todo el país y, por fin, la decadencia más absoluta en las últimas dos décadas del siglo pasado, con una hiperinflación descontrolada y una desigualdad social que no hizo más que crecer exponencialmente. La violencia y el narcotráfico camparon a sus anchas en las principales urbes brasileñas. Los tristemente conocidos meninos da rua pasaron a ser la dramática fotografía de Brasil. El panorama era desalentador y parecía que Zweig hubiese errado de lleno en sus vaticinios.

Ha sido necesario esperar casi 70 años para que la visión que tuvo el autor de Carta de una desconocida comience a tornarse en realidad. Hoy, Brasil, un país de futuro podría revelarse como una obra más actual que nunca, aunque también podría titularse perfectamente Brasil, un país de presente. Lo confirman las constantes noticias que surgen sobre el gigante suramericano: crecimiento económico sostenido, solidez para aguantar la embestida de la crisis financiera, creación imparable de empleo, descubrimiento de ingentes cantidades de petróleo en sus profundidades marinas, consolidación de su tejido industrial, disminución incesante de la desigualdad social con un consecuente surgimiento de la denominada nueva clase media, liderazgo político, económico y militar en Latinoamérica...

Hace algunos días, este rosario de éxitos alcanzaba su clímax con la victoria de Río de Janeiro en la pugna por la sede de los Juegos Olímpicos de 2016, que supondrá una inversión de 14.400 millones de dólares (casi 10.000 millones de euros) en mejoras para una ciudad que arrastra como una cruz la fama de ser uno de los lugares más violentos e inseguros del planeta. El Mundial de Fútbol 2014 también se celebrará en Brasil. La euforia y el optimismo están presentes a lo largo y ancho del país porque, por primera vez en muchas décadas, los brasileños están viviendo un momento histórico en el que todas las piezas parecen encajar. Y todos estos éxitos giran en torno a la figura del presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuyos niveles de popularidad superan el 76%. Hasta Barack Obama lo certificó en la pasada cumbre del G-20 celebrada en Londres, cuando le espetó a Lula frente a otros líderes: "Éste es el hombre del momento".

¿Cuáles han sido las claves del éxito de la política económica aplicada por el ex sindicalista? Sería injusto responder a esta pregunta sin hacer mención al periodo de ocho años comandado por el antecesor de Lula en la Presidencia, el socialdemócrata Fernando Henrique Cardoso, la persona que puso las bases del aún vigente modelo económico basado en tres pilares: un tipo de cambio flexible, un sistema de consecución de metas anuales para reducir progresivamente la inflación y el rigor como principio inquebrantable en la gestión de las cuentas públicas.

El Gobierno brasileño, que al iniciar su gestión suscitó no pocos recelos en el mundo empresarial, ha demostrado que se puede llevar a cabo un programa político de corte social sin necesidad de entrar en colisión con los dictados del mercado. Muchos creyeron que el desembarco de Lula podía suponer una suerte de cubanización de Brasil. Y se equivocaron. Hasta Cardoso, que continúa militando en las filas de la oposición más feroz al Partido de los Trabajadores (PT) de Lula, admitió recientemente: "Brasil está mejor de lo que estaba y va a continuar mejorando".

La crisis financiera internacional ha supuesto el bautismo de fuego de la política económica del Gobierno. Pese al descalabro de los índices de crecimiento en el último trimestre de 2008 y el primero de 2009, la economía brasileña ha demostrado una solidez inusitada en medio de una debacle general. Los analistas consultados por el Banco Central de Brasil (BCB) para la elaboración de sus previsiones semanales coinciden en que el país suramericano cerrará el ejercicio 2009 con una tasa de crecimiento del PIB prácticamente nula (0,01%). La noticia no es para nada negativa, sobre todo si se tiene en cuenta que hace tan sólo algunos meses los mismos expertos pronosticaron números rojos para este año. El Banco Central también prevé un despegue definitivo de la economía brasileña en 2010, con un crecimiento estimado en el 4,5%. El Fondo Monetario Internacional (FMI) es más comedido: considera que la economía brasileña caerá este año el 0,7%, para crecer el 3,5% en 2010. Aunque el FMI tiene previsto mejorar esas cifras en sólo unos días, cuando presente las perspectivas económicas de América Latina, que al igual que Brasil está capeando bastante bien la crisis.

"Hemos demostrado tener musculatura a la hora de afrontar la crisis económica. Mientras en el resto del mundo se ha reducido el empleo, nosotros vamos a cerrar este año con un mínimo de un millón de nuevos puestos de trabajo", comentó recientemente ante un grupo de corresponsales extranjeros Dilma Rousseff, número dos del Gobierno brasileño y candidata del PT para suceder a Lula en las elecciones del próximo año. El dato está en sintonía con el último informe presentado por el Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE), en el que se muestra que en 2008 Brasil alcanzó su mejor indicador de paro desde 1992. La tasa de desempleo cayó el año pasado hasta el 7,2% y fue acompañada de una subida considerable de la renta per cápita mensual, que llegó a los 1.041 reales (algo menos de 400 euros).

Rousseff, ex guerrillera y mujer de confianza del actual presidente, que hace dos semanas anunció su curación definitiva de un cáncer linfático, mencionó también varios indicadores que en su conjunto configuran un horizonte muy alentador: los analistas estiman que el superávit de la balanza comercial brasileña llegará a los 25.850 millones de dólares (17.800 millones de euros) en 2009. Brasil también muestra unas cuentas razonablemente saneadas, con una deuda pública estimada en el 44% del PIB en 2009 y unas reservas que ascienden a 220.000 millones de dólares. Además, el país suramericano ha obtenido el grado de inversión otorgado por las más acreditadas agencias de calificación crediticia: Moody's, Standard & Poor's y Fitch, una especie de sello de calidad que se concede a los países que demuestran garantías y seguridad para la entrada de capitales extranjeros.

Sin embargo, esa pujanza no está exenta de peligros. "Existe el riesgo de que el atractivo de la economía brasileña provoque una entrada masiva de capitales, y es problemático manejarse en la abundancia: en especial, por una peligrosa apreciación del tipo de cambio del real, que perjudicaría su competitividad", advierte Nicolás Eyzaguirre, responsable del FMI para el hemisferio occidental (es decir, para América). "Pero Brasil se erige claramente como locomotora de América Latina, tanto por sus materias primas y su relación privilegiada con China como por esos deberes hechos en materia de política macroeconómica", añade.

Durante los siete años que Lula lleva al frente del Ejecutivo, Brasil ha logrado garantizar la estabilidad de los precios, uno de los asuntos más delicados en un país en el que, desde mediados de los ochenta, una hiperinflación desbocada mutiló la exigua capacidad de consumo de las clases menos pudientes (en 1993, la inflación anual alcanzó la friolera del 2.477%). A través de un sistema de metas para cada ejercicio, Brasil registra desde 2005 índices de inflación por debajo del 6% anual. Otro de los grandes aciertos atribuibles a los dos últimos presidentes brasileños consiste en una política cambiaria anclada en una fluctuación estable del real frente al dólar. La divisa brasileña lleva meses fortalecida con tipos de cambio por debajo de dos reales por dólar, algo que los más críticos consideran un grave obstáculo para las exportaciones. El real se ha apreciado más del 30% respecto al dólar desde finales de marzo. No obstante, el destacable superávit que registra Brasil en su balanza comercial contradice esta tesis.

El difícil acceso al crédito bancario es otro de los asuntos más candentes en este país, que en las últimas décadas ha tenido los tipos de interés más altos del mundo. La situación parece que se está revirtiendo progresivamente con constantes recortes de tipos por parte del Banco Central, hasta llegar al escenario actual (tipo básico anual del 8,75%), que se añaden a los estímulos fiscales y monetarios. Eyzaguirre, del FMI, es partidario de una retirada gradual de esos estímulos una vez se ha demostrado que Brasil va a salir de la crisis como un tiro.

Lula lleva meses haciendo campaña para prescindir del dólar como divisa de referencia en las operaciones comerciales entre Brasil y terceros países. Es una idea que ya ha vendido a los presidentes de Argentina, Uruguay, Colombia y China. Según Brasilia, el objetivo principal de esta maniobra consiste en simplificar y abaratar las transacciones eliminando un eslabón de la cadena cambiaria. Sin embargo, tras esta lógica aplastante se vislumbra otro argumento de mayor calado: la clara intención de Brasil de mermar la influencia de EE UU en la economía mundial. "No necesitamos el dólar. ¿Por qué dos países importantes como China y Brasil tienen que usar el dólar como referencia en lugar de sus monedas nacionales? Esto es absurdo, así como darle a un solo país el poder de imprimir esta moneda. Necesitamos darle más valor a las monedas china y brasileña", afirmó Lula el pasado mayo a la revista china Caijing. Esta declaración coincidió con otra noticia aún más inquietante para Washington: un mes antes, China se había convertido en el primer socio comercial de Brasil, desbancando por primera vez a EE UU.

El FMI defiende parcialmente esa tesis. "La preponderancia del dólar como moneda de reserva internacional y como divisa para las transacciones comerciales genera ciertos problemas: si EE UU endurece su política monetaria y restringe su oferta de dólares, o si hay un colapso en el mercado como ocurrió tras la quiebra de Lehman Brothers, desaparece la liquidez en dólares y las economías más ligadas a esta economía sufren en demasía", declara Eyzaguirre. Por esa razón, economías como la brasileña acumulan grandes reservas en dólares, que de alguna manera lastran la recuperación mundial, pero a la vez suponen un seguro de vida contra crisis imprevistas.

Lula es un animal político cuya intuición y olfato para estar en todo momento en el lugar indicado está fuera de discusión. Despierta la simpatía de Barack Obama, al tiempo que mira hacia otro lado ante las tropelías del presidente venezolano Hugo Chávez. Su carisma y capacidad para agradar a tirios y troyanos parece no conocer límites, quizá porque ha forjado un estilo muy personal de hacer política basado en la moderación. Nunca lo ha reconocido abiertamente, pero de esta manera lleva años desmarcándose de Chávez, que encarna a la izquierda suramericana más tradicional. Sin embargo, el líder bolivariano continúa considerándolo de los suyos. Lula se ha consagrado como el rey del funambulismo político.

Un asunto crucial para el presidente brasileño es la reforma de los órganos de Gobierno de instituciones financieras como el Banco Mundial o el FMI, que Brasilia considera obsoletos y nada representativos del nuevo orden planetario. Lula opina que las potencias emergentes englobadas en el grupo BRIC (Brasil, Rusia, la India y China) están infrarrepresentadas en estas instituciones y, cada vez que tiene la oportunidad, exige modificaciones urgentes en este sentido. Lo hace con la autoridad de quien ejerce activamente un liderazgo económico: cuando la crisis mundial alcanzó su máxima expresión, Brasil anunció un préstamo al FMI por valor de 10.000 millones de dólares, y de esta manera pasó a formar parte del selecto grupo de socios donantes de la institución. Incluso el FMI es consciente de que ese movimiento tectónico de la economía mundial dará más poder a los emergentes. "Tras esta crisis, China se ha convertido ya en el imperio oficioso: en este periodo de transición veremos a grandes potencias convertidas en débiles potencias, y a débiles potencias, como los BRIC, convertidos en fuertes", señalaba esta semana Niall Ferguson, historiador económico de Harvard, en la cumbre de otoño del FMI en Estambul.

El pasado marzo, el líder brasileño responsabilizó a los banqueros "blancos con ojos azules" del estallido de la crisis mundial y a día de hoy su opinión no ha cambiado. En los foros internacionales, Brasil asume desde hace años el papel de portavoz oficioso de los países en vías de desarrollo, en especial de los latinoamericanos y africanos. De hecho, en los contubernios de la política brasileña cada vez cobra más fuerza la tesis de que Lula, una vez abandone el Gobierno en enero de 2011, podría lanzar una fundación que tendría como objetivo mejorar las condiciones de vida en África.

Para Brasilia, lograr un asiento en el Consejo de Seguridad de la ONU, el órgano donde se toman las verdaderas decisiones y en el que, desde su fundación, sólo están representadas las potencias vencedoras de la Segunda Guerra Mundial (EE UU, China, Francia, Reino Unido y Rusia), sería la manera más efectiva de que la voz y los intereses del Tercer Mundo sean tenidos en cuenta. El argumento esgrimido por Lula para alcanzar este objetivo a corto o medio plazo es el indiscutible liderazgo brasileño en la región suramericana. Brasil es la primera economía de América Latina, y esta supremacía se asienta en unas sólidas finanzas que representan el 57% del capital del subcontinente.

Los constantes hallazgos petrolíferos frente a las costas de los Estados de Espíritu Santo, Río de Janeiro y São Paulo apuntalan la tesis de que Brasil marcará el paso de la región en las próximas décadas. Antes de que acabe el año, Lula pretende aprobar un nuevo marco legislativo para regular la explotación de las enormes bolsas de crudo de excelente calidad que se encuentran en el denominado presal, una zona submarina ultraprofunda situada bajo una gruesa capa de sal de dos kilómetros de espesor. Este marco estará compuesto por cuatro leyes que definirán, entre otros asuntos, las cuotas de participación de las petroleras extranjeras en el negocio, la creación de una nueva compañía estatal, ya bautizada como Petrosal, o las compensaciones económicas que recibirán los Estados brasileños donde se sitúan los megacampos de crudo. Ya se sabe que la estatal Petrobras, aparte de ser la operadora privilegiada, tendrá un mínimo del 30% de las participaciones en todas las perforaciones.

El presal, que, según los expertos en energía, representa la gallina brasileña de los huevos de oro, está predestinado a convertirse en la fuente de financiación de un nuevo fondo social que sustentará proyectos relacionados con la educación, la erradicación de la pobreza y el desarrollo tecnológico y científico del país. Habrá dinero para todo ello, puesto que sólo en uno de los campos, el bautizado como Tupí, frente a las costas paulistas, se estima que hay sumergidos entre 5.000 y 8.000 millones de barriles de crudo ligero.

La reducción de la pobreza y de la desigualdad social ha sido otro de los grandes retos del Gobierno durante los últimos años. El crecimiento sostenido y la creación de empleo, acompañados de una sólida política social cuyo talón de Aquiles es el programa de asistencia Bolsa Familia, han surtido un efecto innegable: entre 2003 y 2008, 19,3 millones de personas dejaron atrás la miseria y se incorporaron a la bautizada como nueva clase media, que hoy representa el 53,2% de los brasileños, según datos de la Fundación Getulio Vargas.

No obstante, el trabajo infantil y los excesivos niveles de analfabetismo siguen siendo un problema enquistado en Brasil. Según el IBGE, aunque entre 2007 y 2008 el índice de trabajo infantil mejoró sensiblemente, el año pasado aún trabajaban en Brasil casi 4,5 millones de niños de edades comprendidas entre 5 y 17 años. Esto quiere decir que el 10,2% de los niños y adolescentes brasileños formaban parte de la masa trabajadora del país, en su mayoría de manera ilegal.

El instituto estadístico apunta un dato aún más sangrante: muchos de estos niños y adolescentes afrontaban "triples jornadas", que se traducen en simultanear trabajo con estudios (80% de los que trabajan) y con tareas domésticas (57,1% de los que trabajan y estudian). Pese a una elevada tasa de escolaridad (97,5%), los brasileños mayores de 15 años que no sabían leer ni escribir aún representaban el 10% de la población total del país el año pasado, y analfabetos funcionales había más del doble (21%). La idea del Gobierno es que los beneficios del boyante negocio petrolífero contribuyan a revertir estas más que preocupantes cifras.

Brasil es actualmente la novena economía del planeta, pero según el FMI tiene el potencial para escalar en la lista de los países más prósperos hasta situarse en la sexta posición de un nuevo orden mundial liderado por el grupo BRIC. Para que esto suceda, el gigante suramericano aún debe demostrar que sabe aprovechar esta oportunidad única que le brinda la historia. Con una población de 192 millones de habitantes, petróleo en cantidades nunca antes imaginadas y una democracia consolidada, debería tener la capacidad de hacer frente a los retos que se alzan en el horizonte más inmediato.

Sólo la corrupción, enquistada desde hace décadas en la clase política brasileña, representa en sí misma un dragón de siete cabezas que amenaza con desdibujar un futuro prometedor. El mismo futuro que Stefan Zweig soñó para Brasil hace casi 70 años. La semana pasada, Lula tuvo otro sueño: que en 10 años las favelas se conviertan en barrios humildes libres de una violencia sinfín. Que a nadie le extrañe si termina haciéndose realidad.

El deporte como religión

La victoria de Río de Janeiro en la pugna para albergar los Juegos Olímpicos de 2016 llega como el maná en un momento de euforia colectiva. Para Brasil, que también organizará el Mundial de Fútbol de 2014, el acontecimiento representa la cuadratura del círculo, ya que en este país el deporte es como una religión más. Con esta victoria, el presidente Lula da Silva no sólo ha conseguido poner por primera vez a Suramérica en el mapa olímpico, sino también colgarse una medalla otorgada por la comunidad internacional en reconocimiento a una brillante gestión de siete años. Con tamaño colofón, el ex sindicalista ha ingresado definitivamente en el Olimpo de los líderes más valorados e influyentes del planeta.

La realidad es que muchos brasileños tenían fe ciega en que Río conseguiría alzarse con la victoria en Copenhague. La ciudad está tocada por una belleza natural incomparable, y aunque aún hay mucho trabajo por delante, el dinero del petróleo descubierto frente a los litorales de tres Estados brasileños garantiza los recursos necesarios para la ejecución de unas faraónicas obras. El capital humano carioca también será decisivo para el éxito del cónclave olímpico: los vecinos de la ciudad maravillosa son optimistas y resueltos por naturaleza. No en vano, la revista Forbes acaba de escoger a Río de Janeiro como la ciudad más feliz del planeta.

Brasil ya ha anunciado una megainversión pública y privada en infraestructura por valor de 14.400 millones de dólares (casi 10.000 millones de euros). El dinero irá destinado a culminar las obras del metro de Río, nuevas instalaciones deportivas, duplicar las plazas hoteleras, mejoras urbanísticas y refuerzo de la seguridad en la ciudad. De cumplirse estos objetivos, Río podría sacudirse definitivamente el estigma de ser una de las ciudades más violentas del mundo.

http://www.elpais.com/articulo/primer/plano/Brasil/va/todas/elpepueconeg/20091011elpneglse_2/Tes

10 de outubro de 2009

A POLÍTICA POR TRÁS DA ESCOLHA DE OBAMA

 

Atualizado em 09 de outubro de 2009 às 19:53 | Publicado em 09 de outubro de 2009 às 18:59

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"Honrosamente e humildemente", anuncia o Huffington Post

por Luiz Carlos Azenha

O prêmio Nobel da Paz é um prêmio eminentemente político. Os outros, não. Os de física ou medicina obedecem acima de tudo a critérios científicos.

Podemos discutir até amanhã se Barack Obama merece ou não o prêmio.

Mas não podemos descartar o contexto em que a escolha aconteceu.

Obama fez mudanças tênues na política externa americana, até agora. Houve, com certeza, alguma distensão. Inevitável. Obama não teria mais como tensionar o mundo, mesmo que quisesse, diante de dois escoadouros de dinheiro público como são o Iraque e o Afeganistão e uma crise econômica que abalou profundamente os Estados Unidos.

O fato concreto é que, em nove meses de mandato, Obama foi obrigado a apagar um enorme incêndio, resultado das políticas desastrosas de George W. Bush. Hoje, é como se Bush nem tivesse existido. É como se as políticas de Bush, propagandeadas mundo afora pelos neocons, não tivessem enterrado os Estados Unidos num tremendo pântano econômico, político e militar.

Como eu já escrevi aqui, cravar uma cruz no coração dos neocons não é tarefa fácil. Em primeiro lugar, porque os neocons não obedecem às mesmas regras políticas às quais se sujeitam os meros mortais. Eles podem apanhar continuamente dos fatos que não se fazem de rogados. Continuam lutando a mesma guerra e usando os mesmos argumentos milenaristas -- se não for do jeito que eu penso, o mundo vai acabar.

Apenas para ilustrar, uso como exemplo o caso das cotas raciais no Brasil. Se fossem adotadas, argumentam os que se opõem a elas, haveria uma guerra civil no Brasil. Porém, as cotas foram adotadas e o mundo não acabou. Pelo contrário, em várias universidades públicas brasileiras as cotas foram bem sucedidas.

Mas os neocons não trabalham com a razão. Trabalham com a emoção dos ouvintes, telespectadores e leitores. Eles não estão em busca do convencimento tradicional. Buscam tropas de choque que compensem sua falta de votos ou de argumentos.

A serpente representativa do PMDB na capa da Veja, o rosto "diabólico" de João Pedro Stedile na capa da Veja, a ficha falsa da candidata-terrorista na capa da Folha de S. Paulo -- tudo isso faz parte da imagética dos neocons. É o uso do pânico como instrumento da luta política.

Nos Estados Unidos, neste exato momento, os neocons estão concentrados em tentar repetir o que fizeram com Bill Clinton, no início dos anos 90, quando o governador do Arkansas mal tinha assumido a Casa Branca. Impor ao presidente Barack Obama uma derrota doméstica na questão da reforma do sistema de saúde.

No caso de Clinton, a reforma do sistema de saúde desenvolvida pela primeira-dama Hillary foi derrotada no Congresso. Bill Clinton "caiu para dentro". Quase duas décadas depois, contando com maioria nas duas casas do Congresso, Obama tenta fazer o que Bill Clinton não conseguiu. Tem ao lado dele a maioria da opinião pública.

Tudo indica que algum tipo de reforma será aprovada pelo Congresso antes do fim de 2009. Porém, o que interessa aos neocons é derrotar a "opção pública", que tornaria o governo dos Estados Unidos concorrente das grandes empresas que vendem seguros de saúde no país. É o que tenho repetido aqui no blog, sempre que escrevo sobre os neocons: a batalha ideológica na verdade encobre a defesa de interesses econômicos muito específicos.

O que ajuda a explicar as teorias aparentemente malucas atiradas contra Obama: de que ele seria "nazista", ou "fascista", ou nem teria nascido nos Estados Unidos. Àqueles que combatem Barack Obama não importa se essas acusações são factíveis ou não, se tem ou não sustentação na realidade. Lembre-se, estamos no campo da emoção, não da razão.

Os neocons se lixam para os fatos. Se houver uma pessoa disposta a acreditar que Obama tem parentesco com belzebu o presidente americano será acusado disso.

Alijados do poder pelo voto, eles agora tratam de travar uma guerra de guerrilha nos meandros da burocracia americana, onde deixaram muitos seguidores: contra o fechamento de Guantanamo, contra a retirada das tropas do Iraque, pelo aumento das tropas no Afeganistão, contra a distensão com Cuba, em defesa do governo golpista de Honduras, por um ataque militar contra o Irã.

Barack Obama, nesse contexto, é como John Kennedy, que assumiu o poder em plena guerra fria e morreu por ter dito não ao uso de aviões americanos contra as tropas cubanas que repeliram a invasão patrocinada pela CIA na baía dos Porcos. Disse não, também, à escalada militar dos Estados Unidos no Vietnã, com o despacho de tropas de combate.

Por isso, estou entre os que dão boas vindas à escolha de Obama para o Nobel da Paz. Prematuro, sim. Mas ele precisa de todo o capital político que conseguir angariar para derrotar os neocons. Será bom para ele, agora. E, para nós, um pouco mais adiante.

PS: De Rush Limbaugh, o campeão da direita americana:  "Something has happened here that we all agree with the Taliban and Iran about and that is he doesn't deserve the award"; "Algo aconteceu aqui que nos faz concordar com o talibã e o Irã: ele não merece o prêmio".

http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-politica-por-tras-da-escolha-de-obama/

8 de outubro de 2009

Dez empresas controlam o mercado mundial de medicamentos

 

Uma dezena de empresas gigantescas entre elas as denominadas “Big Pharma” - – Bayer, Glaxo-SmithKline (GSK), Merck, Novartis, Pfizer, Ro-che, Sanofi-Aventis – controlam o mercado mundial de medicamentos que representa cerca de 70 bilhões de euros, como informa em seu artigo Ignácio Ramonet, editor do jornal Le Monde Diplomatic de 1990 a 2008.

“Seus lucros são superiores aos obtidos pelos poderosos grupos do complexo militar-industrial. Para cada euro investido na fabricação de um medicamento de marca, os monopólios ganham mil no mercado. Ademais, três dessas companhias (GSK, Novartis e Sanofi) pretendem ganhar milhares de milhões a mais de euros nos próximos meses graças à venda maciça da vacina contra o vírus A (H1N1) da nova gripe”, destaca Ramonet.

“A ofensiva dos monopólios farmacêutico-industriais não tem fronteiras”, prossegue o jornalista, acrescentando que “também estariam implicados no recente golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya em Honduras, país que importa todos os seus medicamentos, produzidos fundamentalmente pelas ‘Big Pharma’”.

“Desde que Hon-duras entrou para a Aliança Bolivariana para os Povos da América (Alba), em agosto de 2008, Zelaya negociava um acordo comercial com Havana para importar genéricos cubanos, com a intenção de reduzir os gastos de funcionamento dos hospitais públicos de seu país. E, na Cúpula do dia 24 de junho, os presidentes da Alba se comprometeram a ‘revisar a doutrina sobre a propriedade industrial’, ou seja, a qualidade de intocável das patentes em matéria de medicamentos. Estes dois projetos, que ameaçavam diretamente seus interesses, levaram os grupos farmacêuticos transnacionais a apoiar fortemente movimentos golpistas que derrubariam Zelaya em 28 de junho daquele mês”, afirma Ramonet.

Ele destaca ainda a ira dos monopólios aos projetos de Obama pa-ra a saúde nos EUA: “Além disso, Barack Obama, desejoso de reformar o sistema de saúde dos Estados Unidos, que deixa sem cobertura médica 47 milhões de cidadãos, enfrenta a ira do complexo farmacêutico-industrial. Aqui, as quantias em jogo são gigantescas (os gastos com saúde representam o equivalente a 18% do PIB) e controladas por um vigoroso lobby de interesses privados que reúne, além das Big Pharma, as grandes companhias de seguro e todo o setor de clínicas e hospitais privados. Nenhum desses atores quer perder seus opulentos privilégios. Por isso, apoiando-se nos grandes meios de comunicação mais conservadores e no Partido Republicano, estão gastando dezenas de milhões de dólares em campanhas de desinformação e de calúnias contra a necessária reforma do sistema de saúde”.

Concentração de terras no Brasil

 

1% das fazendas concentram 46% da terra produtiva

O IBGE divulgou há poucos dias o Censo Agropecuário de 2006. Em editorial, o jornal Brasil De Fato, fez um resumo de seus resultados. Pela importância, reproduzimos esse resumo.

Em relação ao Censo anterior, de 1996, “diminuiu o número de estabelecimentos com menos de 10 hectares. Eles representam os pobres do campo, e eram em 2006 cerca de 2,5 milhões de famílias. A área ocupada por eles baixou de 9,9 milhões de hectares para apenas 7,7 milhões, correspondendo a apenas 2,7% da área total brasileira. No outro lado, temos apenas 31.899 fazendeiros que dominam 48 milhões de hectares em áreas acima de mil hectares. E outros 15.012 fazendeiros com áreas superiores a 2.500 hectares, que totalizam 98 milhões de hectares. São os fazendeiros do agronegócio, que representam menos de 1% dos estabelecimentos, mas controlam 46% de todas as terras”.

“De um lado, a grande propriedade do agronegócio se especializou em produtos para exportação, como soja, milho, cana e pecuária, que dominam a maior parte das terras. Esses três produtos usam 32 milhões de hectares, enquanto os principais alimentos da dieta brasileira usam apenas 7 milhões de hectares para plantar arroz, feijão, mandioca e trigo”.

O agronegócio “ficou mais dependente do capital financeiro e das empresas transnacionais. O valor bruto da produção agrícola (PIB agrícola) foi de 141 bilhões de reais, em 2006. Destes, 91 bilhões produzidos pelo agronegócio, mas precisou de 80 bilhões de reais de credito rural dos bancos e da poupança nacional para poder produzir. Já a agricultura familiar, produziu 50 bilhões de reais, e utilizou apenas 6 bilhões de reais”, analisa.

“A agricultura familiar produziu comida, e para o mercado interno. O agronegócio produziu commodities, dólares, para o mercado externo. Por isso é dominada pelo controle das grandes empresas transnacionais que controlam o mercado e os preços. As 20 maiores empresas que atuam na agricultura tiveram um PIB de 112 bilhões no ano de 2007. Ou seja, praticamente toda produção do agronegócio é controlada na verdade por apenas 20 grandes empresas. E, em sua maioria, estrangeiras”.

LOBBY HONDURENHO EM WASHINGTON TENTA DERRUBAR INDICAÇÃO DE EMBAIXADOR AMERICANO NO BRASIL

 

Atualizado em 08 de outubro de 2009 às 16:52 | Publicado em 08 de outubro de 2009 às 16:41

Leader Ousted, Honduras Hires U.S. Lobbyists

por GINGER THOMPSON e RON NIXON, no New York Times

Published: October 7, 2009
WASHINGTON —Primeiro, deponha um presidente. Depois, contrate um lobista.

Nos meses desde que soldados depuseram o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, o governo de fato e seus apoiadores resistiram a pedidos dos Estados Unidos para que o presidente deposto fosse restaurado ao poder. Argumentando que o esquerdista Zelaya representava uma ameaça a sua frágil democracia ao tentar estender ilegalmente seu mandato, eles argumentaram em Washington usando uma tática costumeira: uma campanha de lobby de alto nível.

A campanha teve o efeito de forçar o governo Obama a mandar sinais ambiguos sobre sua posição ao governo de fato, que os lê como sinais de encorajamento. Também teve o efeito de adiar duas indicações-chave do Departamento de Estado para a região.

Custando pelo menos 400 mil dólares até agora, de acordo com registros oficiais, a campanha envolve escritórios de advocacia e agências de relações públicas com ligações próximas à secretaria de Estado Hillary Rodham Clinton e ao senador John McCain, a voz mais importante dos republicanos em política externa.
Também obteve apoio de vários ex-integrantes de alto escalão responsáveis por definir a política externa dos Estados Unidos na América Central nos anos 80 e 90, quando a região lutava para se livrar das ditaduras militares e das insurgências guerrilheiras que definiram a guerra fria. Duas décadas depois, essas ex-autoridades -- incluindo Otto Reich, Roger Noriega e Daniel W. Fisk -- encaram Honduras como o principal campo de batalha em sua luta contra Cuba e Venezuela, que eles caracterizam como ameaças à estabilidade da região em linguagem similar a que foi usada no passado para descrever a União Soviética.

"A atual batalha por controle político de Honduras não é apenas sobre uma pequena nação", o sr. Reich testemunhou em julho no Congresso. "O que acontece em Honduras poderá um dia parecer como o ápice das tentativas de Hugo Chávez de subverter a democracia no hemisfério ou como o sinal verde para a expansão do autoritarismo chavista", ele afirmou, se referindo ao presidente venezuelano.
O sr. Noriega, co-autor do Ato Helms-Burton, que apertou o embargo dos Estados Unidos contra Cuba e que serviu recentemente como lobista de um grupo empresarial de Honduras, se negou a comentar este artigo.

O sr. Reich, que serviu em postos-chave para a América Latina sob os presidentes Ronald Reagan e George W. Bush, disse que não atuou oficialmente como lobista para nenhum grupo hondurenho. Mas ele disse ter usado suas conexões para promover a agenda do governo de fato, liderado por Roberto Micheletti, por acreditar que o governo Obama tinha cometido um erro.

E o sr. Fisk, cuja carreira política incluiu passagens pelo Conselho de Segurança Nacional e como subsecretário-assistente de Estado para o Hemisfério Ocidental no governo Bush, promovia as ideias do governo Micheletti até duas semanas atrás como assessor do senador aposentado da Flórida, Mel Martinez.
Além do apoio dos veteranos da guerra fria -- e parcialmente por causa deles -- o governo de fato de Honduras mobilizou apoio de um grupo determinado de legisladores republicanos, liderados pelos senador Jim DeMint, da Carolina do Sul. Eles estão segurando a indicação de dois integrantes do Departamento de Estado como forma de pressionar o governo Obama a suspender as sanções econômicas contra Honduras.

"Erramos aqui", disse o sr. DeMint em uma entrevista à Fox News depois de voltar de uma viagem a Honduras na sexta-feira. Em referência ao governo de fato, ele disse, "esse é provavelmente nosso melhor amigo no hemisfério, o país mais pró-americano, mas estamos tentando estrangulá-lo".

Chris Sabatini, editor do Americas Quarterly, um jornal de política que focaliza a América Latina, disse que os lobistas confundiram a posição de Washington sobre o golpe. O governo disse publicamente que vê o golpe de Honduras como um acontecimento perigoso em uma região que não faz muito tempo era praguejada por golpes, ele diz.

Mas, acrescentou, para aplacar seus oponentes no Congresso, e ter as nomeações aprovadas, o Departamento de Estado às vezes enviou mensagens por canais secretos a legisladores expressando apoio a Zelaya de forma menos clara.

"Houve um vácuo de liderança no governo sobre Honduras e essas pessoas preencheram o vácuo", Sabatini disse dos apoiadores do governo Micheletti. "Eles não tem muito apoio, mas o suficiente para manter o governo refém".
Depois do golpe de 28 de junho, o presidente Obama se juntou a líderes regionais para condenar a ação e pedir a volta do presidente Zelaya ao poder, mesmo sendo o presidente hondurenho um aliado do sr. Chávez, o maior adversário dos Estados Unidos na região.
Mas assessores parlamentares disseram que menos de dez dias depois do golpe contra Zelaya, os srs. Noriega e Lanny J. Davis, um homem de confiança de Hillary Clinton e lobista do empresariado de Honduras, organizaram uma reunião de apoiadores do governo de fato com integrantes do Senado.

Mr. Fisk, que participou do encontro, disse que ficou espantado com o comparecimento. "Nunca vi oito senadores na mesma sala para falar sobre a América Latina em toda a minha vida", ele afirmou.
Quando o presidente Obama impôs sanções cada vez mais duras contra Honduras, o lobby se intensificou. O Grupo Cormac, liderado por um ex-assessor do senador McCain, John Timmons, aderiu ao lobby, de acordo com registros oficiais, assim como a firma de relações públicas Chlopak, Leonard, Schechter & Associates.

De sua parte, o sr. Reich comunicou seus pensamentos a integrantes do Congresso por e-mail. "Deveríamos comemorar", ele escreveu para um integrante do Comitê de Relações Exteriores do Senado, "que um dos aliados do proclamado socialismo do século 21 de Chávez foi legalmente deposto por seus conterrâneos".

Como normalmente acontece nos esforços de lobistas, algumas das mensagens foram mandadas sem remetente. Em escritórios do Senado nas últimas semanas, por exemplo, havia uma lista de "argumentos" preparada para solapar a indicação do secretário-assistente de Estado Thomas A. Shannon como embaixador no Brasil. Dois assessores, que pediram anonimato para falar sobre questões relativas ao golpe, disseram que o sr. Fisk escreveu o documento.

O sr. Fisk negou. Ele também desmentiu a noção de que está operando pelas regras antigas. "Pode ter gente lutando ainda nos anos 80", ele disse. "Eu não estou".

Pré-sal: perguntas e respostas

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