19 de abril de 2008

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8 de abril de 2008

Crise mundial de crédito pode custar quase US$ 1 tri, diz FMI

BBCBrasil.com Reporter BBC Crise mundial de crédito pode custar quase US$ 1 tri, diz FMI


Steve SchifferesDa BBC em Londres

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou nesta terça-feira que potenciais perdas causadas pela crise mundial de crédito podem atingir até US$ 945 bilhões (cerca de R$ 1,8 trilhões).
O FMI afirma que as perdas registradas no mercado subprime (de crédito imobiliário de alto risco) estão se espalhando para outros setores da economia, como de propriedades comerciais, crédito ao consumidor e dívidas de empresas.
A instituição diz que houve um "colapso coletivo" para prevenir a concessão de empréstimos arriscados por parte das instituições financeiras.
O FMI também adverte que medidas duras e intervenção do governo podem ser necessárias.
O relatório do FMI de Estabilidade Global alerta que, "apesar da intervenção sem precedentes feita por grandes bancos centrais, os mercados financeiros continuam sob considerável pressão, agora com um ambiente macroeconômico mais preocupante e instituições mais fracamente capitalizadas".
Efeitos da crise
O FMI afirma que os efeitos da crise de crédito serão provavelmente "mais amplos, mais profundos e mais extensos" do que em recessões anteriores, devido ao grau de "securitização e equilíbrio do sistema financeiro".
A instituição culpa o sistema de regulação dos governos e a supervisão fraca feita por bancos, que teriam deixado a situação chegar a esse ponto.
O relatório foi divulgado em um encontro de líderes do sistema financeiro nos Estados Unidos.
O relatório faz duras críticas aos bancos e outras instituições financeiras, que teriam sido "complacentes demais" com os riscos de liquidez.
O sistema de administração de riscos dos bancos também teria falhado em detectar que os investimentos subprime não eram confiáveis o suficiente.
Mudanças
O FMI alerta que os bancos precisam se concentrar em equilibrar os seus balanços somando recursos e limitando empréstimos futuros.
Nos últimos dias, o secretário do Tesouro americano, Hank Paulson, e o diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, pediram mudanças grandes na regulação de instituições financeiras nacionais e internacionais.
Paulson propôs uma grande remodelagem do sistema americano de regulação financeira, dando mais poder ao Federal Reserve – o banco central do país – para intervir na ajuda a bancos falidos.
Na segunda-feira, Strauss-Kahn disse que a necessidade de intervenção pública contra a crise de crédito está se tornando "mais evidente a cada dia".

Amazonas: A morte anunciada de uma floresta: Topic. Pravda.Ru

Amazonas: A morte anunciada de uma floresta: Topic. Pravda.Ru

27 de fevereiro de 2008

Procuradoria do Estado de Roraima entrará com ação contra demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol

A Procuradoria do Estado de Roraima informou que irá entrar com uma nova ação cível contra a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol e a retirada de não-índios da área de 1,7 milhão de hectares. A área, desde que demarcada, vem sendo alvo de conflitos indígenas com os moradores e produtores que se negam a sair do local onde vivem há décadas.
A Raposa Serra do Sol detém uma das reservas minerais mais ricas do mundo, com a constatação de presença de minérios nobres e estratégicos como diamante, zinco, ouro, titânio, nióbio, urânio e tório. Para se ter uma idéia da dimensão da área do Estado de Roraima, somando as reservas Raposa Serra do Sol, São Marcos, com 654 mil hectares a e Yanomami com 9,4 milhões de hectares, são mais de 11 milhões de hectares de terra indígenas contínuas na fronteira do Brasil com a Venezuela e Guiana.
Segundo o procurador Régis Gurgel, a estratégia é fazer com que em novo julgamento o Supremo Tribunal Federal (STF) determine a perícia dos documentos da homologação e considere nulo o laudo antropológico que baseou a demarcação. “Temos a certeza de que, se o Supremo vier analisar a formação do laudo antropológico, esse laudo daria respaldo a uma ação julgada favorável ao Estado”, disse Gurgel.
Na sessão do último dia 21, o Supremo indeferiu agravo regimental (nº 3.755) impetrado pelo Estado de Roraima, recorrendo contra decisão do Tribunal que encerrou ação civil sobre a remoção de um não-índio da Reserva Raposa Serra do Sol. No recurso, a Procuradoria do Estado defendia que o processo deveria continuar a ser julgado e deveria ser determinada a realização de novos estudos ambientais, antropológicos, jurídicos, cartográficos e fundiários sobre a área de disputa que envolve índios e produtores de arroz.
A avaliação da Procuradoria é de que se esses estudos forem realizados ficará demonstrado que a terra é “devoluta, integrante do patrimônio do Estado de Roraima, e não tradicionalmente ocupadas por indígenas”. Para o procurador-geral do estado de Roraima, Luciano Queiroz, a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol foi baseada em laudo antropológico que deve ser anulado. “A tese é a nulidade da demarcação tendo em vista que ela tomou como suporte, como fundamento, um laudo viciado, um laudo nulo”.

Procuradoria do Estado de Roraima entrará com ação contra demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol

A Procuradoria do Estado de Roraima informou que irá entrar com uma nova ação cível contra a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol e a retirada de não-índios da área de 1,7 milhão de hectares. A área, desde que demarcada, vem sendo alvo de conflitos indígenas com os moradores e produtores que se negam a sair do local onde vivem há décadas.
A Raposa Serra do Sol detém uma das reservas minerais mais ricas do mundo, com a constatação de presença de minérios nobres e estratégicos como diamante, zinco, ouro, titânio, nióbio, urânio e tório. Para se ter uma idéia da dimensão da área do Estado de Roraima, somando as reservas Raposa Serra do Sol, São Marcos, com 654 mil hectares a e Yanomami com 9,4 milhões de hectares, são mais de 11 milhões de hectares de terra indígenas contínuas na fronteira do Brasil com a Venezuela e Guiana.
Segundo o procurador Régis Gurgel, a estratégia é fazer com que em novo julgamento o Supremo Tribunal Federal (STF) determine a perícia dos documentos da homologação e considere nulo o laudo antropológico que baseou a demarcação. “Temos a certeza de que, se o Supremo vier analisar a formação do laudo antropológico, esse laudo daria respaldo a uma ação julgada favorável ao Estado”, disse Gurgel.
Na sessão do último dia 21, o Supremo indeferiu agravo regimental (nº 3.755) impetrado pelo Estado de Roraima, recorrendo contra decisão do Tribunal que encerrou ação civil sobre a remoção de um não-índio da Reserva Raposa Serra do Sol. No recurso, a Procuradoria do Estado defendia que o processo deveria continuar a ser julgado e deveria ser determinada a realização de novos estudos ambientais, antropológicos, jurídicos, cartográficos e fundiários sobre a área de disputa que envolve índios e produtores de arroz.
A avaliação da Procuradoria é de que se esses estudos forem realizados ficará demonstrado que a terra é “devoluta, integrante do patrimônio do Estado de Roraima, e não tradicionalmente ocupadas por indígenas”. Para o procurador-geral do estado de Roraima, Luciano Queiroz, a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol foi baseada em laudo antropológico que deve ser anulado. “A tese é a nulidade da demarcação tendo em vista que ela tomou como suporte, como fundamento, um laudo viciado, um laudo nulo”.

9 de setembro de 2007

BUSH ESTÁ AFUNDANDO A GRANDE POTÊNCIA


JURANDIR SOARES

Não bastassem os ataques diários da insurgência, Bush sofreu mais um revés no Iraque - e mais significativo. O Reino Unido, seu principal aliado, acaba de determinar a saída de suas forças da província de Basra. Os 500 militares que estavam no palácio de Basra juntam-se aos outros 5,5 mil soldados britânicos em processo de retirada. Oficialmente, o controle de Basra será repassado às forças iraquianas. O primeiro-ministro Gordon Brown disse que a medida foi planejada havia meses e que as tropas britânicas estariam disponíveis para auxiliar as iraquianas. No entanto, relatório do International Crisis Group revela que os ataques incessantes contra os britânicos causaram, inicialmente, sua saída das ruas e, agora, marcam a saída da região. A passagem do controle para tropas iraquianas é considerada ficção, porque Basra ficará sob o domínio das milícias xiitas. Assim, diz o relatório, os moradores vêem isso não como uma retirada, mas como uma derrota vergonhosa. Outro problema para Bush: na quarta-feira, ele foi desmentido por um de seus mais importantes ex-assessores, Paul Bremer, o primeiro interventor dos EUA no Iraque. Tudo porque foi lançado o livro 'Dead certain' ou 'Absolutamente convicto', de Robert Draper, uma biografia autorizada do presidente. No livro, Bush afirma que o plano original 'era manter o Exército do Iraque intacto, mas isso não aconteceu'. Deu a entender que a ordem para desmantelar o Exército de Saddam não partiu dele. Bremer juntou cartas que trocara com Bush e as enviou para o The New York Times, mostrando que a Casa Branca sabia dos planos para dissolver as estruturas militares e de inteligência do Iraque. A decisão é apontada como um dos mais graves erros dos EUA e parcialmente responsável pela explosão de ataques sectários e rebeliões.
A fracassada estratégia de Bush foi apontada esta semana, por duas figuras de relevo nos EUA, como o fator que está determinando a perda da hegemonia americana. Em palestra, terça, na PUCRS, o sociólogo americano Immanuel Wallerstein afirmou que os EUA estão em decadência, acelerada pelo erro estratégico no Iraque. Disse ele que, em poucas décadas, a grande potência não será mais do que um sócio júnior de três grandes concorrências mundiais, ao lado da Europa e do Japão. Seu posicionamento coincide com o do sociólogo italiano Giovanni Arrighi, que leciona na Universidade John Hopkins e acaba de lançar o livro 'Adam Smith em Pequim'. Diz ele que 'os EUA ainda são dominantes econômica, militar e politicamente. Mas é uma dominação sem hegemonia, no sentido de que hegemonia não é apenas dominação pura, mas também a capacidade de fazer os outros crer que você age no interesse geral'. Ora, a ação no Iraque foi a que mais pôs os EUA em confronto com a comunidade internacional. Para os dois sociólogos, foi o que acelerou a decadência do império. É a herança que o governo Bush deixa para os americanos.
Correio do Povo Porto Alegre - RS - Brasil

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